
SEGUNDA LEI BIOLÓGICA
(LEI BIFÁSICA)
A segunda lei ilustra o desenvolvimento bifásico de cada programa biológico da natureza.
Com a 1ª lei, sabe-se “o que detona” o inicio do curso de um programa, enquanto com a 2ª lei se conhece o “como”.
Quando o organismo reage para sobreviver, ele entra em alerta, colocando em funcionamento um programa biológico especial. Todos os programas biológicos se desenvolvem sempre em 2 fases.
A primeira fase se inicia no momento em que o organismo reage (Choque Biológico) e termina no momento em que o organismo consegue resolver a situação/conflito biológico (CL — conflitólise), saindo assim do estado de alerta.
A segunda fase é a de relaxamento e reparação (PCL — Pós-Conflitólise, ou seja, após o conflito ter sido solucionado), que leva o organismo a recuperar a fisiologia normal.

Imágem da propriedade do Dr. Luis Felipe Espinosa, tomada do seu site, ConCienciaBio www.ConCienciaBio.com
– Normotonia: corresponde ao ritmo natural dia/noite, dentro do qual o organismo, em fisiologia normal, regula a produção de hormônios como o cortisol, para alternar o sono e a vigília (alerta e repouso). O cortisol aumenta, levando gradualmente o organismo à simpaticotonia durante o dia (alerta), enquanto à tarde se reduz para permitir que ele entre na vagotonia noturna (repouso).
– A primeira fase do programa biológico, chamada Fase Ativa, caracteriza-se por uma forte simpaticotonia (simpaticotonia generalizada).
A partir de um evento percebido como perigoso (Choque Biológico), entra-se na Fase Ativa da curva: o organismo se encontra em uma condição de tensão permanente, um estado de alerta que serve para encontrar uma solução rápida para o problema.
Nesta fase, há vasoconstrição, mãos e pés frios, dificuldade para dormir. Na maioria dos casos, não se percebem sintomas que nos façam pensar em uma “doença”, porque a natureza precisa que todos os recursos estejam disponíveis para sair rapidamente da situação conflituosa em que o organismo se encontra.
– A segunda fase do programa biológico é chamada Pós-Conflitólise (PCL), ou fase de solução ou reparação. Começa no momento em que o conflito é solucionado e caracteriza-se por uma vagotonia generalizada e vasodilatação.
Os tecidos começam a ser reparados e aparecem sintomas como febre, dor, inflamação; o corpo fica quente, enfraquecido, cansado: a natureza pede repouso para permitir a recuperação funcional dos tecidos que permaneceram sob estresse durante toda a Fase Ativa.
Essa vagotonia se divide em 2 partes:
A primeira, chamada PCL-A, na qual os sintomas são mais intensos e exacerbados. A segunda parte, chamada PCL-B, os sintomas se reduzem, inicia-se a cicatrização dos tecidos, e a pessoa se sente melhor.
A conclusão da PCL-B coloca fim ao programa biológico e o organismo retorna à normotonia.
– Epicrise (Crise Epileptoide): é um fenômeno muito breve (de poucos segundos até algumas horas, dependendo da área cerebral ativada) que divide o A do B da fase PCL.
Nesse intervalo de tempo, o corpo expressa uma simpaticotonia aguda, comparável a uma fase ativa exacerbada. Ela se apresenta automaticamente e de surpresa, como se fosse um “golpe” do sistema que coloca o motor em funcionamento para sair da vagotonia profunda e generalizada.
A partir daí, procede-se à recuperação da funcionalidade normal.