TERCEIRA LEI BIOLÓGICA
(SISTEMA ONTOGENÉTICO DOS TECIDOS E SUAS FUNÇÕES)
Com a 3ª Lei compreende-se “o que conduz o quê” e de que maneira.
Cada tecido se origina em uma camada embrionária e, de acordo com sua origem, podemos entender por que certo tecido — ou conjunto de tecidos — se ativa diante de um choque específico, como se comporta e quais mudanças apresenta em cada uma das fases do programa biológico.
A embriologia tradicional divide as camadas em três: endoderma, mesoderma e ectoderma.
As 5 Leis Biológicas distinguem cinco (pois o mesoderma se divide em três): endoderma, mesoderma antigo e mesoderma de transição — as três controladas pelo paleoencéfalo (tronco cerebral, cerebelo e mesencéfalo) —, e mesoderma novo e ectoderma — controlados pelo neoencéfalo (substância branca e córtex cerebral) —.
Cada tecido responde a um conflito específico (seja real ou percebido pela pessoa como um conflito), e isso não é aleatório, mas sim extremamente específico.
Todos os tecidos originados nas camadas controladas pelo paleoencéfalo compartilham certas características: na FASE ATIVA aumentam sua função e, se essa fase for muito longa e aguda, ocorre um aumento celular. Na FASE PCL, no início, a função cai abruptamente e, se houve aumento celular, esse excedente começa a ser reparado (o tecido adicional se desfaz).
Todos os tecidos originados nas camadas controladas pelo neoencéfalo também compartilham características próprias: na FASE ATIVA a função diminui e, se essa fase for muito longa e aguda, ocorre perda celular. Na FASE PCL, no início, a função diminui ainda mais e, se houve perda celular, o tecido inicia sua reparação com aumento celular.
Além dessas características gerais dos tecidos controlados pelo paleoencéfalo e pelo neoencéfalo, cada camada embrionária e cada tecido originado dela apresentam características próprias. Quando conhecemos em detalhe o que ocorre em cada fase do programa biológico de cada tecido, segundo sua camada de origem e sua função específica, podemos compreender o que o nosso organismo está expressando e por quê.
Isso nos permite entender que o que chamamos de “doença” não é uma falha, um erro nem um sinal de um organismo defeituoso, mas sim uma adaptação biológica, um recurso adaptativo de sobrevivência que está nos permitindo — ou nos permitiu — atravessar aquilo que estamos vivendo (ou que vivemos e acabamos de solucionar) e que percebemos como uma ameaça ou um perigo para nossa vida, para a forma como acreditamos que nossa vida deveria ser, ou como uma necessidade ou a falta de algo que consideramos importante para nós.
Também nos permite deixar de ter medo dos rótulos diagnósticos, que não são mais do que etiquetas consensuais usadas para descrever essas mudanças orgânicas. Sem a compreensão das 5 Leis Biológicas da Natureza, tais rótulos são interpretados como algo “ruim”, um “problema”, uma “falha” ou até mesmo “autoimunidade”, o que logicamente pode gerar, em muitas pessoas, novos Choques Biológicos ao interpretarem esses diagnósticos como outro perigo ou ameaça, ativando assim mais programas biológicos.